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EUA proíbem influenciadores com visto de turista de monetizar conteúdo durante a Copa

Nova orientação das autoridades norte-americanas prevê cancelamento de visto e deportação para estrangeiros que obtenham renda com produção de conteúdo usando visto de turista.

As autoridades de imigração dos Estados Unidos anunciaram novas restrições para influenciadores e criadores de conteúdo estrangeiros que pretendem acompanhar a Copa do Mundo de 2026 utilizando visto de turista. A medida foi divulgada na quarta-feira (10) pela Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP) e pelo Departamento de Segurança Interna dos EUA.

Pelas novas regras, visitantes que entrarem no país com visto de turismo não poderão produzir conteúdo destinado à monetização. Segundo as autoridades, qualquer atividade que gere receita a partir de fontes norte-americanas poderá ser considerada trabalho irregular, o que configura violação das condições do visto.

Em comunicado, os órgãos responsáveis afirmaram que a produção de conteúdo patrocinado, campanhas publicitárias, publicações remuneradas e contratos comerciais realizados em território norte-americano não são compatíveis com o visto B-2, destinado exclusivamente a turismo, visitas familiares ou tratamento médico.

“O objetivo é proteger o mercado de trabalho americano. Os próprios vídeos publicados pelos criadores servem como prova contra eles. Monetizar conteúdo, realizar postagens pagas ou fechar contratos de publicidade em solo americano utilizando um visto de turista (B1/B2) constitui trabalho ilegal”, informou a nota.

As autoridades alertaram que o descumprimento das regras poderá resultar no cancelamento imediato do visto e até mesmo na deportação do visitante.

Como alternativa, o governo norte-americano orienta que influenciadores que pretendam desenvolver atividades remuneradas solicitem o visto O-1, categoria destinada a profissionais com habilidades extraordinárias em áreas como esportes, artes, entretenimento e negócios. Esse tipo de autorização permite a realização de ações publicitárias, parcerias comerciais e produção profissional de conteúdo.

A nova diretriz deve impactar diretamente a cobertura da Copa do Mundo de 2026, que contará com 104 partidas, sendo a maior parte delas disputada em território norte-americano.

Além das restrições, as autoridades informaram que haverá reforço na fiscalização em aeroportos e demais pontos de entrada no país. O monitoramento poderá incluir a análise de perfis em redes sociais para verificar possíveis atividades incompatíveis com o tipo de visto apresentado.

A decisão ocorre após episódios envolvendo influenciadores estrangeiros que tiveram problemas com as regras migratórias dos Estados Unidos. Um dos casos citados foi o de Khaby Lame, detido em 2025 após permanecer no país além do período autorizado.

Outro exemplo mencionado pelas autoridades é o de Leonel Moreno, investigado após divulgar conteúdos considerados incompatíveis com as condições de permanência concedidas pelas autoridades migratórias norte-americanas.

Por Lala Freitas / 11/06/2026 às 15:30

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. • REUTERS

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