Política

Candidatos inovam contra aversão a horário gratuito

Se a Copa atrai os brasileiros para a frente da TV, a propaganda política, que começa em 19 de agosto e segue por 45 dias até a eleição, provoca efeito contrário. Medições de audiência mostram que, a cada disputa, é maior o contingente dos que evitam os dois blocos do horário eleitoral, à tarde e à noite. Daí a importância, cada vez maior, das chamadas inserções: pequenos comerciais de 30 segundos espalhados durante a programação. Eles serão a principal aposta da campanha da presidente Dilma Rousseff para melhorar sua imagem. Somadas as propagandas de 30 segundos – algumas de 60 segundos -, Dilma terá 123 minutos espalhados pela programação de cada emissora de canal aberto do Brasil. É mais ou menos o tempo de transmissão de uma partida de futebol. O candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, terá 50 minutos de inserções, pouco mais de um dos dois tempos de um jogo. Já o candidato do PSB ao Planalto. Eduardo Campos, soma 22 minutos desse tipo de propaganda, equivalente ao tempo do intervalo de uma partida. As mensagens rápidas, jingles e slogans políticos transformam as inserções no instrumento mais efetivo do marketing eleitoral por dois motivos: 1) o efeito surpresa, pois aparecem misturadas a outros comerciais e em horários diversos; 2) e a abrangência, já que atingem todos os públicos – exceto os extremos que não têm televisão e rádio ou que assistem apenas a TV a cabo. Informações Política Livre

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