Política

Santo Antônio de Jesus: Sepromi debate racismo institucional e cobra posição do poder público sobre o assunto

Com a participação de representantes de entidades dos movimentos social, negro e de religiões de Matriz Africana, a Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi) debateu o racismo institucional na sede da Câmara Municipal de Santo Antônio de Jesus, na última sexta (11). O secretário estadual, Elias Sampaio, cobrou uma posição sobre o assunto dos poderes públicos do município. "Qualquer crime é quebra de decoro e, se for comprovado que houve racismo, temos que cobrar um posicionamento do Poder Legislativo. A Rede de Combate ao Racismo e Intolerância Religiosa está acompanhando esse caso", garantiu o secretário. 

A audiência foi motivada pelos casos recentes de racismo institucional que ocorreram na região. Um deles envolvendo o vereador Cristiano Sena (PT), de Santo Antônio de Jesus, alvo de racismo por parte de um colega parlamentar após uma sessão da Câmara. O caso está sub-júdice. Outro caso foi o de Manoel da Paixão, de Nazaré, agredido durante uma abordagem policial, em abril deste ano. Segundo Cristiano Sena, o empenho que os órgãos e entidades que tratam do assunto estão dando ao caso, asseguram uma solução. "Que atitudes como essas sejam banidas. A Sepromi espera uma retrataço da mesa diretora da Câmara, que não se pronunciou ainda", espera.

Presente na audiência, o deputado estadual Bira Coroa deputado estadual e vice-presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), Yulo Oiticica (PT), disse que o caso de Cristiano Sena, entre outros, ganhou proporção nacional. "O inquérito policial será concluído e vai gerar a ação na Justiça. O caso, que repercutiu no Estado, será abordado na Conferência Nacional da Igualdade e no Fórum Mundial de Direitos Humanos, em novembro, em Brasília", salientou. Oiticica apresentou o caso às Comissões de Igualdade Racial e Direitos Humanos da Alba e definiu uma audiência com o Grupo de Atuação Especial de Combate a Discriminação, do Ministério Público. A ideia é que o Ministério também assuma esse caso como fiscalizador da lei. Informações do Gazeta

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