Política

Aluguel de 50 tablets da Ufba, por seis meses, custou R$ 300 mil a Bacelar, diz promotora

As irregularidades em parcerias entre a Secretaria Municipal de Educação (Smed) e a Fundação Escola de Administração da Universidade Federal da Bahia (Ufba) são mais que claras no entendimento do Ministério Público Estadual. Uma auditoria do MPE encontrou “inúmeras irregularidades” no acordo com a FEA, uma “instituição jurídica de direito privado, sem fins lucrativos”, conforme conta no site da instituição. Em entrevista ao Bahia Notícias, a promotora de Justiça Rita Tourinho revelou os problemas detectados em um dos contratos, também considerado ilegal pelo Tribunal de Contas dos Municípios. O convênio firmado em 2012 e suspenso após ficar um mês em vigor – por recomendação do MPE – tinha discrepâncias como aluguel de tablets com preço até seis vezes maiores que o mercado. A Smed pretendia alugar da FEA cerca de 50 aparelhos – que custam entre RS 1 mil e R$ 2 mil – por R$ 1 mil mensais, durante seis meses, o que totaliza aproximadamente R$ 300 mil. Este é um dos valores que sequer constavam no contrato inicial, que, segundo o MP, não tinha o custo unitário dos serviços especificados. Ao pedir para a Ufba a planilha de custos, a promotora se deparou com valores abusivos.

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