Política

Campanha Lula Livre passa por ajuste e quer oposição a Bolsonaro

Com uma espécie de reunião geral marcada para o próximo dia 16, a campanha “Lula Livre”, pela liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), promete tomar fôlego, se tornar mais robusta e abraçar novas frentes. O relançamento da campanha vem na esteira da frustração com a não participação de Lula nas eleições e com a derrota do PT nas urnas, o que, considerando a visão da esquerda de que o petista é um preso político, poderia ter sido suficiente para sua soltura. Ao contrário, as eleições consolidaram no poder a direita antipetista representada por Jair Bolsonaro (PSL), que tem como ministro o algoz de Lula, o ex-juiz Sergio Moro.

Atualmente o Comitê Nacional Lula Livre reúne líderes de partidos e de movimentos de esquerda numa grande assembleia, mas sem capacidade organizativa e com ações pontuais. A partir da reunião, a ideia é criar comitês pelo país para espalhar a narrativa de que democracia e direitos estão em risco e, assim, criar um novo ambiente político que pressione pela revisão da prisão pelo Judiciário.”Demonstrou-se que politicamente não é viável ainda a soltura do ex-presidente por razões que não estão no campo jurídico. Necessariamente, é uma questão política”, diz Caroline Proner, membro da Associação Brasileira de Juristas pela Democracia. Mais do que isso, a campanha renasce com a aspiração de organizar a oposição ao governo Bolsonaro e unificar a esquerda, segundo membros ouvidos pela reportagem.

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