Política

Bolsonaro não garante seguir lista tríplice na sucessão da PGR

“Isso aí (lista tríplice) a gente conversa em setembro do ano que vem. Mas, a princípio, a gente vai seguir todas as normas legais existentes”, desconversou Bolsonaro. Por lei, o cargo é de indicação livre do presidente da República, mas, historicamente, os últimos chefes do Executivo respeitaram a eleição interna no Ministério Público e indicaram um dos três nomes votados previamente pelos procuradores. A expectativa é de que Dodge não seja reconduzida, por causa de embates com Bolsonaro. O presidente eleito ficou mais de uma hora reunido com a PGR, que o denunciou criminalmente ao Supremo Tribunal Federal (STF) e foi alvo de críticas de Bolsonaro e de seus filhos e aliados. Eles também desqualificaram a procuradora publicamente no caso do voto impresso, não aplicado nas eleições deste ano – a PGR agiu contra. Ao sair do gabinete da PGR, Bolsonaro disse ter “profundo respeito” pela procuradora e pelo Ministério Público. “Estou aqui em visita de cortesia pelo profundo respeito que tenho ao MP e à senhora Raquel Dodge. Uma conversa bastante profícua. Estamos prontos para colaborar para com o futuro de nosso Brasil. O MP é muito importante nesse trabalho de fiscal da lei”, disse Bolsonaro, que estava acompanhado dos futuros ministros da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, e da Justiça e Segurança Pública, o ex-juiz Sergio Moro.

Artigos relacionados

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Botão Voltar ao topo