Política

Deputados divulgam ?verdade? sobre royalties, mas negam ser resposta a Caetano

A divulgação de placas de publicidade que trazem a imagem dos deputados Daniel Almeida (PCdoB) e Cláudio Cajado (DEM), coordenador e subcoordenador da bancada da Bahia na Câmara Federal, tem causado polêmica. As peças de comunicação relacionam a derrubada do veto presidencial à nova divisão dos royalties do petróleo à atuação dos parlamentares baianos no Congresso. A campanha provocou rumores de que sua publicação seria uma resposta ao ex-prefeito de Camaçari, Luiz Caetano (PT), tido como pré-candidato ao governo estadual, alvo de representação da Procuradoria Regional Eleitoral na Bahia (PRE-BA), por propaganda eleitoral antecipada, após espalhar pelo estado diversos outdoors com a foto do petista e informações sobre recursos que o estado e os municípios baianos ganharão com a divisão igualitária das riquezas do petróleo. “Essa foi uma votação que expressou a unidade da Bahia em torno de um tema, a derrubada do veto. Muitos trabalharam em torno do tema, mas quem deixou o dedo, a digital foram os parlamentares que votaram pela derrubada do veto”, disse Daniel Almeida (PCdoB), em entrevista ao Bahia Notícias, ao ressaltar que “não é uma resposta a ninguém, é a afirmação do que é verdade”.  

“O que acontece é que um político se colocou como um artífice dessa conquista e agora a reposição da verdade está sendo feita”, explicou Cláudio Cajado (DEM), ao frisar que isso “foi feito a bem da verdade” – em alusão à expressão usada no outdoor: “verdade seja dita”. Questionado se haveria referência ao ex-prefeito de Camaçari, Luiz Caetano (PT), o parlamentar desconversou. “O objetivo é que o povo baiano saiba que os parlamentares do estado lutaram para esta conquista”, defendeu. Indagado sobre quem arcou com o custo da publicação dos cartazes, o coordenador da bancada baiana afirmou que “é uma manifestação de responsabilidade pessoal dos dois parlamentares que expõem a sua fisionomia”, ou seja, a dele e do subcoordenador do bloco, Cláudio Cajado. A versão do democrata é a mesma. “Foram recursos pessoais, meus e dele (de Almeida)”, relatou. No entanto, quando o assunto é a abrangência da propaganda, o discurso dos dois é um pouco diferente. “Em diversas regiões do estado”, diz Cajado sobre onde foi publicada a publicidade. “Foi uma coisa modesta, só na BR (324) e na Região Metropolitana (de Salvador)”, declara Almeida. A dupla garante que não houve preocupação específica com incluir Camaçari no roteiro das placas. Como a bancada baiana tem 39 integrantes, a ciumeira agora é dos 37 que ficaram de fora da peça.

 

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