Geral

Multidão acompanha enterro de PM baleado em estacionamento de shopping em Salvador

 Uma multidão acompanhou o enterro do subtenetente da Polícia Militar da Bahia Fabiano Fortuna e Silva, que foi baleado no estacionamento do Shopping Paralela, em Salvador, na quinta-feira (28). Familiares, amigos e colegas de profissão participaram da cerimônia, ocorrida na tarde desta sexta-feira (29), no cemitério Bosque da Paz, na capital. O prefeito ACM Neto também esteve na despedida.

A cerimônia de despedida ocorreu sob forte comoção. "Para nós, colegas, o sentimento é de perda de um familiar, é como se tivesse perdido um parente. Ainda mais da forma que foi, sem ter uma chance de defesa”, disse um PM que acompanhou o sepultamento.

O enterro foi realizado com honras militares. Já quase no final da cerimônia, em meio a multidão, ouviu um grito com pedido de justiça. "A resposta tem que ser dada", disse uma pessoa não identificada.

A vítima trabalhou recentemente na Assistência Militar da Prefeitura. O prefeito ACM Neto, que esteve no sepultamento, falou sobre essa relação. "Gostaria de dividir um pouco desse sofrimento com sua família e seus amigos. Nós tínhamos uma relação muito boa com Fortuna, que trabalhou alguns anos com nossa equipe. Ele era um cara do bem, e assim que soubemos da notícia ficamos consternados. A dor de sua família, amigos e colegas é também a dor de todos que trabalham na Prefeitura, inclusive a minha. Era um rapaz jovem e que ainda tinha muito por fazer, por construir, inclusive pela segurança pública da Bahia", lamentou.

Mais cedo, em entrevista à TV Bahia, a mãe do policial falou da dor de perde o único filho. Adelaide Fortuna contou que o subtenente recebeu as chaves do apartamento próprio essa semana e estava agilizando compras de itens para o imóvel.

Consternada, a mãe do PM pediu Justiça e disse que, agora, entende a dor da perda de outras mães. "Pouco antes [do crime], ele esteve em casa e saiu. Quando eu soube, ele já tinha sido baleado. Eu senti que ele não estava bem. Eu disse: ‘Meu Deus, eu tenho certeza de que eu perdi meu filho’. É uma dor tão grande que eu espero que eu consiga superar. Agora entendo as mães que vejo nas reportagens que os filhos foram mortos por assalto. Só posso dizer a elas que estou tentando me recuperar", disse.

 

Fonte G1

 

Artigos relacionados

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Botão Voltar ao topo