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Caboclos são restaurados antes do cortejo do 2 de Julho

 Com pouco mais de 1,5 metro de altura, a restauradora Marley Serra Valle, 73 anos, tenta escalar a carruagem que chega a medir cinco metros. Com grande esforço, mas sem êxito, a senhora, que há 20 anos exerce o ofício de restaurar e preservar obras antigas, dispensa a ajuda de qualquer um que se preocupe com ela: “É para não perder a prática”.

O esforço vale a pena, pelo menos para Marley e milhares de pessoas que, no Dois de Julho, saem às ruas para acompanhar o desfile cívico em homenagem à libertação da Bahia das mãos dos portugueses. 

É no carro que estão os maiores símbolos da Independência da Bahia – o Caboclo e a Cabocla. E são eles os responsáveis por causar durante todo o ano ansiedade em Marley. “Fico esperando que chegue para que eu possa prestar todos os cuidados devidos”. 

Nem sempre ela está entre os profissionais do Stúdio Argolo – empresa responsável por conservar as peças – escalados para o serviço. Porém, durante os 20 anos que está na empresa, perdeu as contas de quantas vezes este papel foi seu.

Às vésperas da chegada do fogo simbólico que parte de Cachoeira, no Recôncavo, e chega a Salvador um dia antes do desfile cívico, as esculturas não parecem as mesmas sem os adereços que costumam adorná-las. “Reparamos todas aquelas fissuras que os caboclos ganham durante o trajeto, depois de passar por ruas de pedras irregulares”, explica.     

 

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