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Saúde: Bahia registra 15º óbito causado por meningite meningocócica


Dos 48 casos de meningite meningocócica registrados na Bahia pela Secretaria da Saúde do Estado (Sesab), nos seis primeiros meses deste ano, 31,25% resultaram em mortes. A estudante Roseane Almeida de Brito, 28 anos, foi a 15ª vítima da doença, considerada o tipo mais grave de meningite.

Moradora de Pirajá, Roseane morreu no último dia 28 no Hospital do Subúrbio. A estudante, que deu entrada na unidade com quadro de febre, vômito e placas espalhadas pelo corpo, ainda sofreu uma parada cardiorrespiratória.

O número de mortes no Estado, no entanto, apresentou uma redução de 16%. No mesmo período de  2012, 18 pessoas morreram em decorrência deste tipo de meningite. Em Salvador, neste ano, foram computados 22 casos, com oito mortes contra 11 óbitos em 2012.

Para a coordenadora do Grupo Técnico (GT) de Meningite, Maria Elisa de Oliveira, o número de mortes ainda é considerado elevado.

"A letalidade é alta. As pessoas ainda demoram de procurar atendimento médico. Ela (a estudante) teve os sintomas no dia 20. Só foi para o hospital no dia 26. É uma doença que requer cuidado porque é contagiosa", destacou Maria Elisa.

Gravidade – A infectologista Glória Teixeira disse que o número de mortes requer atenção. "É sempre uma condição grave e uma doença para a qual não existe vacina que dê imunidade de longa duração". Ao se identificarem os sintomas, deve-se procurar atendimento, que também não pode ser tardio.

"Os médicos devem estar atentos para fazer o diagnóstico", disse Glória.  São comuns sintomas como dor de cabeça, febre e vômitos em jatos. "É preciso ter um contato íntimo com secreções, vômitos ou  permanecer no mínimo quatro horas com a pessoa num ambiente fechado para se transmitir", ressaltou Maria Elisa.

A subcoordenadora da  Vigilância Epidemiológica do Município, Maria Fátima Santos, informou que, após a morte de Roseane, 56 pessoas foram medicadas (quimioprofilaxia).

Funcionários da Atento, empresa em que Roseane trabalhava, preocuparam-se por apenas um grupo ter sido medicado. "As bactérias não sobrevivem na atmosfera. Tem que ser medicado quem está mais próximo", explicou Maria Elisa. Já a assessoria da Atento informou que providências foram tomadas.

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