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Arrombamentos e disputa do tráfico expulsam veranistas do Recôncavo

O ar bucólico das praias do Recôncavo, tão apreciado pelos nativos e veranistas, já não é o mesmo de antes. Faz cerca de três anos que os casos de arrombamentos em Saubara vem mudando drasticamente o cenário – os relatos dão conta de que nove casos aconteceram em dois meses este ano nos distritos praieiros de Cabuçu e Bom Jesus dos Pobres. Só este ano, a Polícia Civil investiga 22 inquéritos sobre furtos em residências da região.

A reportagem esteve em Saubara e constatou o reflexo dessas ações criminosas: inúmeros imóveis de alto padrão estão à venda entre Cabuçu e Bom Jesus dos Pobres. “Por onde se olha tem placas de ‘vende-se’. Isso nunca aconteceu. Antigamente, para se comprar uma casa aqui era um sacrifício. Ninguém queria se desfazer porque era um local agradável de viver, de passar o final de semana com a família. Hoje, o que não falta é gente querendo sair daqui. Não tem segurança. É assalto a toda hora, as casas à beira da praia são arrombadas toda hora”, contou um morador de Cabuçu.

Além dos casos de arrombamento, um outro problema atormenta moradores e veranistas de Saubara: a rivalidade entre as facções Katiara e Bonde do Maluco, o BDM. “Aqui quase não se vê revólver. Os caras andam de pistolas e metralhadoras. Circulam de moto para cima e para baixo”, relatou um morador.

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