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Márcia Rezende, Coordenadora do SAMU de Governador Mangabeira fala sobre a importância deste serviço que completou 10 anos de existência

Em entrevista ao Mídia Recôncavo, Márcia Rezende – Coordenadora da Base falou um pouco sobre a importância deste serviço.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, tem como objetivo chegar precocemente à vítima após ter ocorrido alguma situação de urgência ou emergência, que visa conectar as vítimas aos recursos que eles necessitam com maior brevidade.

Em entrevista ao Mídia Recôncavo, Márcia Rezende (Coordenadora da Base Centralizada do SAMU de Governador Mangabeira), falou um pouco sobre a importância deste serviço que completou 10 anos de existência.

Mídia: O que é o SAMU?

O SAMU é um serviço de extrema importância dentro da cidade de Governador Mangabeira, assim como toda região do recôncavo, tendo sua base central em Santo Antônio de Jesus. É um serviço regionalizado, isso significa dizer que se a ambulância do município estiver em outra ocorrência, qualquer outra ambulância dos municípios vizinhos podem vir aqui prestar o socorro.

Mídia: Qual a importância do SAMU para a população de Governador Mangabeira?

A sua importância dar por vários motivos, nós temos muitos acidentes, que envolvem vítimas com traumas graves. Somos uma cidade situada à BR 101, o que por si só já nos torna vulneráveis a esse tipo de acidente.

Temos a BA Jonival Lucas que é uma BA Estadual, que vai daqui da entrada do município até Cabaceiras, onde a maioria das nossas vítimas são dessa BA e é dotada de uma equipe completamente qualificada e preparada para este tipo de assistência, de socorro a vitimas de acidentes, de quedas de própria altura, vítimas de surtos psicóticos, trabalhos de parto, então toda essa assistência faz com que o paciente tenha um direcionamento adequado a nível de complexidade. Muitas vezes é necessário serem encaminhados para o Hospital Regional de Santo Antônio de Jesus e os de menor complexidade são encaminhados aqui para a Unidade de Emergência de Governador Mangabeira, o AME, ou para a UPA.

Mídia: Fale um pouco da satisfação em fazer parte deste serviço e em estar comemorando esses 10 anos.

Para mim é um prazer fazer parte desta equipe. Eu que acompanho no município a assistência em saúde emergencial antes da chegada do SAMU, durante e até agora nesse momento de 10 anos, então era muito difícil para a gente quando na ausência do SAMU ainda não tínhamos Hospital Regional, prestar o socorro a essas vítimas, direcionarmos ao HGE, e hoje a gente poder ter um serviço dentro do município e eu como coordenadora, parceira da equipe, cidadã mangabeirense, poder estar junto com ele é um prazer muito grande.

O que eu gostaria era que eles não precisassem ser acionados, porque cada vez que são, significa que alguém tá correndo risco de vida, mas sou muito grata e muito feliz por saber que na necessidade eu tenho um município dotado de uma equipe preparada e qualificada para prestar assistência de melhor qualidade.

Mídia: O que mudou nesse aspecto do atendimento de urgência na cidade depois da implantação do SAMU?

A assistência e emergência depois da implantação do SAMU mudaram completamente. Antes como eu falei a gente não tinha o serviço do SAMU, não tínhamos o Regional. Toda assistência de ocorrência, de trauma, ou de qualquer uma outra, tinha que ser direcionado para a Santa Casa de São Félix ou para o hospital que ainda funcionava como Hospital Geral dentro de Cruz das Almas e nós tínhamos uma certa limitação, até porque essas unidades ficavam sobrecarregadas e tinham suas limitações também em nível de assistência.

Com a chegada do SAMU as vítimas são atendidas com protocolos adequados ao tipo de acidente, pelos quais elas passam e tem a possibilidade de serem direcionados para os hospitais adequados para as suas complexidades também. Isso significa que a chegada do SAMU com certeza diminui o número de óbitos ou de sequelas, pois a assistência específica deles dentro do protocolo diminui os danos causados.

Mídia: Hoje dá para dizer acerca dos equipamentos, para atender toda a demanda ou tem algumas necessidades?

Os equipamentos que nós temos e as ambulâncias são completamente adequadas a atender as demandas do município, tendo em vista que cada município ao redor também tem a sua ambulância básica. Os equipamentos internos que nós utilizamos são o suficiente para assistir aos pacientes. Temos tirantes, red block, prancha, DEA, oxímetro, tudo que compõe o serviço de atendimento móvel de urgência que precisa naquele momento para identificar sinais vitais e fazer os devidos protocolos. A gente tem condições, tem tido até o momento né, de continuar dando todo suporte.

Reportagem: Josimar Gomes e Cristhiele Teles

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